Que qual deidade
Tudo torna prosa
Com tua formosidade.
E quão cheirosas são tuas lágrimas:
Divino perfume
Destinado a rei lume.
E brilhantes qual vaga-lume
Que passa a noite a dançar
Tornando alvo o negrume,
Vêm teus sentimentos perfumar.
É parte dos campos de flores,
Meus lindos amores,
A rosa feliz.
E flor tão amada,
Deveras admirada,
Tão estimada,
Bela atriz.
É da rosa a riqueza
Que as pétalas
Em sua eterna delicadeza
Brilham rubi.
Afinal, em espinhos está presa
Desde que apareceu por aqui.
E é nesse vermelho sem fim
Que de brancas as rosas se tornaram carmim;
Foi do sangue caído das batalhas:
As batalhas de dentro de mim.
Marina LL
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