sábado, 29 de outubro de 2011

Fim

É a pouca vida que se esvai
Do corpo não mais sadio,
Que qual pétala anil
Vai vagando o infinito
Acompanhado de um rio.


É a vida já morta,
Que se vai pela vida,
Passa pela porta.
É a vida que não passa pela aorta
E jamais chega ao coração.


Conhecendo um outro mundo,
Descobrindo um mistério profundo,
entendendo a vida ao fundo.


É a imortalidade mortal
Que qual pequeno alecrim
Nascido sozinho em jardim
Em um mundo irreal.


É a luz da verdade
Que traz a saudade,
Que mata a maldade,
Que é a realidade.
Marina LL

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