domingo, 4 de dezembro de 2011

Justiça Injusta

Ela, brilhante,
Como um feriado
Ele, distante,
Ignorando se era amado.

Por anos tentou sem sucesso
Conquistar-lhe o coração,
Mas suas tentativas em exesso
Sempre levavam a um deprimente não.


Mas posposta à guerra
Veio, por fim,
O orgulho de ser o amante
Mais feliz da Terra.


Como pode o amor
Ser assim tão injusto?
Podendo consegui-lo
Só a tanto custo?


No entanto ele,
Ensimesmado,
Não percebeu
Que podia tê-la magoado.


Então,
Como a areia que escorrega por entre os dedos,
Ela foi embora:
Realizou-se um de seus maiores medos.


Triste, agora
Nenhum rosto lhe convém.
Diz:
"Nenhuma possui a beleza,
A nobreza
Que só ela tem."


Passados tantos anos
Tentando sem ter sorte
Tanto se decepcionou
Que preferiu até a morte.
Marina LL

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