E por isso fui ao jardim
E sem notar que a vida existe,
De repente a deixei entrar em mim.
Conversei com as flores,
Brinquei com o vento,
Descobri amores
E com isso me contento.
Vi o grito que sussurra nos galhos,
Senti as folhas a chorar orvalhos.
Iluminei-me com o canto dos animais,
Sorri ao ver que não precisava de nada mais.
Me surpreendi com a textura da grama
E vi que a vida sempre nos chama
Apesar de, às vezes,
Preferirmos ficar na cama.
E sem perceber
Passamos a vida sem fazer nada,
Sempre procurando,
Mas nunca encontrando
Algo que realmente nos agrada.
Foi nesse mesmo dia
Que notei que valor
Até mesmo a formiga tem
E não importa se o seu amor
É apenas por uma flor
Ou se é realmente por alguém.
Olhei, então, para as alvas nuvens,
Que passam o tempo enfeitando este véu:
O grande e infinito céu.
E as águas,
Para mim sempre um mistério,
Que vão e voltam sem parar
Com essa força, esse poder férreo.
É essa melodia que toca o mundo,
A sinfonia que a vida se faz tocar.
O contentamento mais profundo
Uma plenitude quase impossível de se alcançar.
Marina LL
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